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14 Dicas Para Livrar-se dos Agrotóxicos

Atualizado: Abr 21


Aqueles tomates grandes e vermelhos e aqueles morangos carnudos podem esconder um segredo um tanto indigesto. Estamos consumindo resíduos de venenos agrícolas que aos poucos nos intoxica, e com o passar dos anos nos adoece. A legislação é falha, a fiscalização duvidosa, e nós como consumidores ficamos à mercê de um sistema de produção de alimentos que coloca o lucro em primeiro lugar. O uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil é preocupante, e sabe-se que isso pode estar por trás dos crescentes casos de doenças como câncer e distúrbios endócrinos.


Desde de 2008 o Brasil é líder mundial no consumo de agrotóxicos, muitos destes já banidos no exterior, onde existem leis mais rígidas. Na contramão disso, o governo atual liberou mais de 166 novos agrotóxicos apenas neste ano, entre estes, 24 são classificados com "altamente tóxicos" e 49 estão na lista dos "extremamente tóxicos" de acordo com a ANVISA. O Brasil tem hoje em circulação mais de 2232 agrotóxicos comercializados, sem contar os venenos provenientes de contrabando e muitas vezes proibidos até mesmo no Brasil. Em consequência disso a população de países que importam alimentos brasileiros estão pedindo aos seus governos que seja vetada a entrada deste alimentos, devido ao uso intensivo de venenos agrícolas.

Versão atualizada do artigo de minha autoria publicada na Revista dos Vegetarianos - Maio de 2017.

O uso intensivo de agrotóxicos também está relacionado com o modelo brasileiro de agronegócio, baseado em grãos transgênicos. As plantas transgênicas são feitas para resistir a grandes quantidades de herbicida, portanto não é à toa que a aplicação de herbicida apenas aumenta com o crescente número de ervas daninhas resistentes. No Brasil e no mundo, o herbicida mais usado é o glifosato, muito usado nas lavouras de soja, milho, arroz e trigo, apesar de ser apontado como cancerígeno.


Sabemos que boa parte dos agrotóxicos aplicados acabam no meio ambiente, contaminando a terra e as águas, matando também animais inofensivos ou até benéficos para as lavouras, como por exemplo as abelhas. Outras vítimas

indiretas são pássaros, répteis e pequenos

mamíferos.


Quando usados perto de rios e córregos, os agrotóxicos podem causar a morte de peixes, anfíbios e outros seres aquáticos. Através da chuva os agrotóxicos poluem também lençóis freáticos, contaminando fontes de água potável.


Apesar dos estragos que os venenos agrícolas deixam por onde passam o governo brasileiro concede incentivos fiscais na produção e no comércio destes produtos. Existe uma redução de 60% no ICMS (Imposto Relativo à Circulação de Mercadorias), e isenção total do PIS/COFINS (subsídios para a Seguridade Social) e do IPI (Imposto sobre Produtos industrializados) para estes produtos. Portanto, o governo brasileiro praticamente financia o uso dos agrotóxicos, ao invés de taxá-los devidamente, o que limitaria bastante seu uso. Essas condições são “um prato cheio” tanto para as empresas que produzem agrotóxicos quanto para os empresários do agronegócio que usam estes produtos para produzir alimentos de baixa qualidade.


A boa notícia é que existe um número crescente de produtores que estão mudando suas práticas, o que faz com que a produção de alimentos orgânicos e ecológicos continue a crescer. Isso não poderia ser diferente, já existem diversos estudos mostrando que o uso de agrotóxicos está por trás de muitas doenças, o que faz com que a procura por alimentos produzidos sem o uso de agrotóxicos apenas aumente.


Para um alimento ser considerado orgânico não é permitida a utilização de agrotóxicos, adubos químicos, sementes transgênicas, ou qualquer outro tipo de produto que possa vir a causar danos a saúde dos consumidores, a seus produtores ou ao meio ambiente. Além disso, os alimentos orgânicos costumam ser mais saborosos e muitas vezes mais nutritivos que os alimentos de produção convencional.


Como reduzir a ingestão de agrotóxicos


Comer alimentos orgânicos é uma das melhores estratégias para prevenir doenças relacionadas com o consumo de agrotóxicos. Uma dieta inteiramente orgânica seria o ideal, mas nem sempre isso é possível por razões diversas. Felizmente, com pequenas mudanças e alguns ajustes você pode reduzir muito seu consumo de agrotóxicos. Veja abaixo 14 dicas que irão ajudar nesta tarefa:


1) Prefira produtos orgânicos ou ecológicos.Você e sua família vão ganhar em saúde e estarão incentivando práticas de agricultura sustentáveis, que favorecem o pequeno agricultor e preservam o meio ambiente.


2) Escolha as versões orgânicas dos alimentos mais comumente contaminados; como os divulgados pela ANVISA, por exemplo.


3) Prefira as versões orgânicas dos alimentos que você e sua família consomem mais e com mais frequência, como massas, arroz e feijão por exemplo.


4) Se a versão orgânica de algum alimento não estiver disponível escolha versões não orgânicas "mais limpas" que as convencionais; como as provenientes de pequenos produtores, alimentos “fair trade” e de produção local. Ou simplesmente não compre alimentos suspeitos!


5) Deixe os alimentos de molho em água com bicarbonato de sódio e esfregue-os com uma escovinha. Esta é uma alternativa para diminuir os resíduos nas cascas de frutas e legumes. Mas lembre-se que esta prática apenas reduz a contaminação, não eliminando todos os resíduos de agrotóxicos contidos nos alimentos de cultivo convencional.


6) Descasque os alimentos não orgânicos. A casca dos alimentos funciona como uma barreira, retendo uma parte dos agrotóxicos aplicados. Porém, pode haver uma perda nutricional se a casca for descartada, pois muitos alimentos tem uma grande concentração de nutrientes junto à casca. Portanto o bom senso deve ditar a melhor estratégia.


7) Consuma trigo, arroz, milho e seus derivados de origem orgânica. Estes costumam receber uma grande quantidade de agrotóxicos durante o cultivo, incluindo o glifosato, produto associado com taxas crescentes de doenças crônicas (incluindo câncer).


8) Prefira alimentos da época, pois estes tem cultivo mais fácil e exigem menos agrotóxicos para se desenvolver.


9) Prefira alimentos locais ou produzidos perto de onde são comercializados, pois podem não ter recebido aplicações de agrotóxicos para transporte e armazenamento.


10) Filtre a água para consumo. A água potável também pode conter resíduos de agrotóxicos.


11) Cultive uma pequena horta em sua casa ou apartamento.Hortas verticais embelezam e produzem alimentos saborosos ao alcance das mãos. Temperos e morangos são bons exemplos de cultivos que se adaptam bem em pequenos espaços.


12) Cultive alimentos em uma horta comunitária.O cultivo em hortas comunitárias está cada vez mais comum no mundo inteiro. Uma pequena horta pode começar com atitudes simples como cultivar alimentos no terraço do seu prédio, na casa de um parente ou amigo, ou junto com seus vizinhos.


13) Aprenda a cultivar brotos.Produzir brotos é um jeito fácil de ter salada orgânica e fresquinha todos os dias com um custo baixíssimo. Na internet existem inúmeros blogs e vídeos ensinando a cultivar brotos. Este tipo de cultivo pode ser feito em qualquer espaço e em qualquer clima.


14) Divulgue estas ideias! Fale com seus amigos e familiares, pressione governos e empresas para que sejam criadas iniciativas para diminuir o uso de agrotóxicos e para fazer com que se cumpram as leis já existentes.


Conte pra gente o que você faz pra driblar os agrotóxicos! Deixe seu comentário!


Leia mais:

- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4947579/

- https://www.brasildefato.com.br/2019/05/07/governo-bolsonaro-bate-novo-recorde-e-chega-a-166-agrotoxicos-liberados-em-2019/


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